Pular para o conteúdo principal

Aula sobre Respiração Celular e Fotossíntese


Fonte: https://www.biologianet.com/biologia-celular/respiracao-celular.htm#:~:text=Respira%C3%A7%C3%A3o%20celular%20e%20fotoss%C3%ADntese,por%20outro%20processo%2C%20a%20fotoss%C3%ADntese. 


RESPIRAÇÃO CELULAR

VOCÊ ESTÁ AQUI:

Respiração celular é um processo pelo qual os organismos obtêm energia para realizar as mais diversas atividades. A respiração celular ocorre nas mitocôndrias, em presença de oxigênio, e é divida em três etapas: a glicólise, o ciclo do ácido cítrico (ou ciclo de Krebs) e a fosforilação oxidativa. A seguir, detalharemos como ela ocorre, suas etapas e importância.

O processo de respiração celular ocorre em organelas denominadas mitocôndrias.
O processo de respiração celular ocorre em organelas denominadas mitocôndrias.

Leia também: Origem das mitocôndrias: as organelas responsáveis pela respiração

O que é respiração celular ?

Respiração celular é o processo pelo qual os organismos obtêm energia para realizar as mais diversas atividades. Esse procedimento pode ocorrer tanto na presença de oxigênio, sendo aeróbio, quanto em sua ausência, anaeróbio. No entanto, tal termo é normalmente utilizado para referir-se ao processo aeróbio, como faremos também aqui.

Na respiração celular, a obtenção de energia ocorre com a oxidação de uma molécula orgânica, geralmente a glicose, liberando energia. Parte dessa energia é armazenada na forma de moléculas de ATP (adenosina trifosfato), e parte é liberada na forma de calor.

Esse processo pode ser dividido em três etapas: a glicólise, o ciclo do ácido cítrico (ou ciclo de Krebs) e a fosforilação oxidativa. Em geral, o termo respiração celular é utilizado pelos bioquímicos para representar as fases dois e três, etapas que ocorrem nas mitocôndrias.

Entretanto, a glicólise acaba sendo incluída por muitos autores devido a sua importância na produção de matéria-prima para a próxima etapa. Podemos representar o processo de respiração celular por meio da fórmula geral apresentada a seguir:

C6H12O6(glicose) + 6O2 → 6CO2 + 6H2O + Energia (ATP + calor)

Acesse também: Diferenças entre seres aeróbios e anaeróbios

Respiração celular e fotossíntese

A respiração celular e a fotossíntese são processos diferentes, mas interligados. Na respiração celular, ocorre a liberação de energia para ser utilizada pelo organismo, no entanto, essa energia é produzida por outro processo, a fotossíntese.

A fotossíntese produz moléculas orgânicas nos organismos produtores fotossintetizantes, como plantas e algas. Assim, os organismos heterotróficos, como os animais, obtêm essas moléculas por meio da alimentação, seja alimentando-se de organismos produtores, seja de outros heterotróficos.

Os processos de respiração celular e fotossíntese estão interligados.
Os processos de respiração celular e fotossíntese estão interligados.

Na fotossíntese, os organismos produtores captam a energia luminosa através de moléculas denominadas cloroplastos. Em seguida, essa energia é convertida em energia química e utilizada para a síntese de compostos orgânicos, como as moléculas de glicose. Essa energia química fica armazenada nessas moléculas e é liberada durante o processo de respiração celular.

Além disso, a fotossíntese também apresenta como produto final oxigênio, que também será utilizado na respiração celular, um processo aeróbio. Já a respiração celular apresenta como produto final gás carbônico e água, que serão utilizados pelos organismos produtores para a realização da fotossíntese.

O processo de fotossíntese pode ser resumido na equação apresentada no quadro a seguir. No entanto, é importante destacar que as primeiras moléculas produzidas são de açúcares mais simples, com apenas três átomos de carbono

6 CO2 + 12 H2O + energia luminosa → C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

Saiba mais: Teoria endossimbiótica: a origem dos cloroplastos, responsáveis pela fotossíntese

Etapas da respiração celular

A respiração celular é um processo que pode ser dividido em três etapas. Vamos conferir quais são elas.

Glicólise

Embora a respiração celular seja considerada um processo que ocorre na presença de oxigênio, este não é essencial para essa etapa, assim a glicólise pode ocorrer tanto na presença quanto na ausência desse elemento. Na glicólise ocorre a degradação da molécula de glicose, com seis carbonos, em duas moléculas contendo três carbonos cada uma, o piruvato. Essa etapa ocorre no citosol das células.

A glicólise consiste em 10 reações que ocorrem em duas etapas. Na primeira, denominada fase de ativação, ocorre a fosforilação da glicose, que, ao receber fosfato proveniente de duas moléculas de ATP, torna-se quimicamente ativa. Nessa fase há gasto de energia.

Na segunda etapa, a fase de rendimento, ocorre a oxidação da glicose. A energia liberada nesse processo é utilizada para a produção de quatro moléculas de ATP. Os elétrons liberados na oxidação da glicose levam à redução de NAD+ (dinucleotídeo nicotinamida-adenina) em NADH.

    Ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs)
    No ciclo do ácido cítrico, também conhecido como ciclo de Krebs, ocorre a oxidação completa da glicose.
    No ciclo do ácido cítrico, também conhecido como ciclo de Krebs, ocorre a oxidação completa da glicose.

    Na presença de oxigênio, as moléculas de piruvato entram nas mitocôndrias, a partir daí, passam por três etapas para a formação de um novo composto, o acetil coenzima-A (acetil-CoA). Na primeira etapa, ocorre a remoção e a liberação do grupo carboxila do piruvato na forma de CO2.

    Na segunda etapa, ocorre a formação de acetato e os elétrons liberados ligam-se ao NAD+, ficando armazenados na forma de energia em NADH. Na terceira fase, o acetato liga-se à coenzima A, composto derivado da vitamina B, formando o acetil coenzima-A (acetil-CoA).

    Em seguida, inicia-se o ciclo do ácido cítrico, também conhecido por ciclo de Krebs. Aqui ocorre a oxidação completa da glicose por meio de oito etapas. O acetil-CoA reage com o oxaloacetato, um ácido constituído por quatro carbonos, formando o citrato, uma forma oxidada do ácido cítrico constituída por seis carbonos.

    A seguir ocorrerão reações que levarão à degradação do citrato, dois dos seis carbonos são removidos e oxidados a CO2, formando novamente oxaloacetato. O oxaloacetato reagirá com outro acetil-CoA, iniciando novamente o ciclo.

    Para cada acetil-CoA, 3 NAD+ são reduzidos a NADH. Os elétrons são transferidos ao FAD (dinucleótidio de flavina-adenina), formando FADH2. Nessa etapa também pode ser formado GTP (trifosfato de guanosina) por fosforilação, uma molécula semelhante em estrutura e ação ao ATP e que pode ser também utilizada para a produção de ATP. Além do GTP, também é formada uma molécula de ATP. O saldo final desse ciclo, como cada glicose produz dois acetil-CoA, é: 6 NADH, 2 FADH2 e 2 ATP.

      Fosforilação oxidativa

      Nessa etapa, as moléculas NADH e FADH2, transportadoras de elétrons produzidas no ciclo de ácido cítrico, doarão elétrons para a cadeia de transporte de elétrons ou cadeia respiratória. Na cadeia, a transferência de elétrons acontece através de uma série de transportadores, como algumas proteínas, por exemplo, os citocromos. Esses elétrons vão perdendo energia em cada etapa da cadeia, sendo captados pelo oxigênio, aceptor final, reduzindo-os a H20.

      O transporte de elétrons pela cadeia na membrana interna da mitocôndria também leva a um transporte ativo de prótons na cadeia. Esses irão retornar à matriz da mitocôndria e, simultaneamente, por meio da fosforilação oxidativa do ADP, será formado ATP. Essa etapa é denominada quimiosmose. Ao final de todo o processo de respiração celular, terão sido produzidos, no máximo, 32 ATP.

        Diferença entre respiração celular e fermentação

        Respiração celular e fermentação são processos realizados para obtenção de energia, no entanto, ambos apresentam algumas diferenças.

        Quadro comparativo entre os processos de respiração celular e fermentação

         

        Respiração celular

        Fermentação

        Tipo de respiração

        Aeróbio

        Anaeróbio

        Etapas

        Glicólise, o ciclo do ácido cítrico (ou ciclo de Krebs) e a fosforilação oxidativa

        Glicólise

        Saldo energético (ATP)

        32

        2

        Por Helivania Sardinha dos Santos 

        Comentários

        O QUE ESTÁ ROLANDO

        AULA 11 - EVOLUÇÃO DOS INVERTEBRADOS

        Evolução dos Invertebrados História da Evolução dos Invertebrados Para compreender a evolução dos animais desde o passado até os dias de hoje são necessários que existam alguns vestígios do passado, sendo estes por meio de evidências morfológicas (fósseis) ou evidências moleculares (biologia molecular). Os fósseis preservam vestígios que datam de antes da última era Glacial. As partes rígidas dos animais podem ser preservadas sofrendo poucas mudanças na aparência, entre os invertebrados, estas incluem as conchas dos moluscos e braquiópodes, os esqueletos e as espículas dos equinodermos, mandíbulas etc. O exoesqueleto dos artrópodes pode estar fossilizado por inteiro ou preservado como finos filmes de carbono em rochas. As partes moles fossilizadas normalmente foram transformadas em pedra pela substituição do material orgânico por minerais que se encontram dissolvidos em águas subterrâneas. Os fósseis podem ser chamados de fósseis vivos (animais que não exi...

        AULA - Tipos de Radiações e seus Efeitos sobre o corpo.

        Fonte: https://www.coladaweb.com/quimica/fisico-quimica/tipos-de-radiacao-alfa-beta-e-gama   Tipos de Radiação: Alfa, Beta e Gama Existem três tipos de radiação: alfa, beta e gama. Becquerel, Ernest Rutherford, da Nova Zelândia, e Marie e Pierre Curie, da França, foram os responsáveis pela sua identificação. Quando submetemos as emissões radioativas naturais, por exemplo do polônio ou do rádio, um campo elétrico ou magnético, notamos a sua subdivisão em três tipos bem distintos. ⋅ A emissão que sofre pequeno desvio para o lado da placa negativa foi denominada emissão alfa. ⋅ A que sofre desvio maior para o lado da placa positiva foi denominada emissão beta ⋅ A que não sofre desvio foi chamada de emissão gama Tipos de Radiação Radiação Alfa Os raios Alfa tem uma carga elétrica positiva. Consistem em dois prótons e dois nêutrons, e são idênticos aos núcleos dos átomos de hélio. Os raios alfa são emitidos com alta energia, mas perdem rapidamente essa energia quando passam através...

        AULA 02 - VÍRUS E PRÍONS

        PARA ACESSAR AOS PRANCHAS DO ARQUIVO POWER POINT CLICK ABAIXO AULA 02 -VÍRUS Virologia : A virologia é o ramo da  Microbiologia  que estuda os vírus e suas propriedades. Vírus são micro (20-300 ηm de diâmetro) agentes infecciosos que apresentam   genoma constituído de uma ou várias moléculas de ácido nucleico (DNA ou RNA), as quais possuem a forma de fita simples ou dupla. Virologia Os ácidos nucleicos dos vírus geralmente apresentam-se revestidos por um envoltório proteico formado por uma ou várias proteínas, o qual pode ainda ser revestido por um complexo envelope formado por uma bicamada lipídica. Essencialmente, os vírus são “ácido nucleico envolvido por um pacote proteico”, inertes no ambiente extracelular, somente sendo capazes de reproduzir-se dentro da célula hospedeira, por isso são frequentemente classificados como “parasitas intracelulares obrigatórios”. O exemplo mais conhecido de vírus de morfologia complexa são os bacteriófagos ...